O que mais te deixa estressado no ambiente de trabalho? A desorganização, a pressão do chefe ou a incerteza sobre os rumos da empresa? Se você sente esses problemas diariamente, saiba que não está sozinho. Um estudo realizado pela empresa de gestão de projetos Wrike com a participação de mais de 1.400 profissionais do mundo inteiro elaborou quais os principais motivos de estresse no trabalho. Mais da metade dos entrevistados indicou que a presença de informações desencontradas é o que causa maior irritação.
Foram elencadas 11 razões que geram o estresse laboral: desencontro de informações (apontaram 52% dos entrevistados), problemas com prioridade de tarefas (51%), metas irreais (49%), alterações no prazo (47%), liderança confusa (44%), distribuição de tarefas pouco clara (44%), distorção de funções (43%), falta de colaboração e coordenação (42%), falta de força de vontade do grupo (37%), baixo envolvimento de patrocinadores (28%) e incerteza sobre o próprio papel no projeto (24%). Para Andrew Filev, CEO da Wrike, não há uma solução única a esses conflitos, mas um ponto de partida é melhorar a comunicação entre gestores e funcionários.
Existem estratégias capazes de vencer os cinco maiores motivos de estresse. Caso as informações estejam desencontradas, Filev afirma que o bom uso das novas tecnologias pode ser aliado no controle desse problema. A dica é, então, planejar um sistema de dados centralizados, que evite a repetição desnecessária de tarefas. Quanto ao acúmulo de trabalho, sugere-se a reorganização das atividades conforme as demandas da empresa e do mercado, além da necessidade de o funcionário saber dizer não quando for preciso.
Filev também sugere que haja uma comunicação efetiva entre colegas e superiores, a fim de que as metas não se tornem irrealizáveis. A mudança nos prazos é uma realidade nas empresas, por isso tente se antecipar e seja ágil, evitando maiores estresses. Se o chefe está desorientado, converse com ele e tome cuidado para ser transparente e respeitoso.
Algumas profissões são caracterizadas pelo estresse. Outras, porém, permitem que os profissionais sejam menos atingidos por isso. O site Business Insider, a partir dos estudos do professor Laurence Shatkin, publicou uma lista de empregos que pagam relativamente bem nos Estados Unidos e que não englobam uma rotina estressante.
O menos estressante é o de cientista de materiais, com uma taxa de estresse de 53 (numa escala de 0 a 100, sendo a 100 a mais estressante). Segundo a tabela Fipe, essa profissão paga, em média, R$ 6.922 para engenheiros pesquisadores de materiais no Brasil. Depois, seguem os trabalhos de cientista de alimentos (taxa de 55,8), matemático (taxa de 57,3), geógrafo (taxa de 58), cientista político (taxa de 60,8), físico (taxa de 61,3), astrônomo (taxa de 62), geofísico (taxa de 62,5), professor de direito (taxa de 62,8), economista (taxa de 63,3), atuário (taxa de 63,8), estatístico (taxa de 64), gerente de tecnologia da informação/computação (taxa de 64,3), desenvolvedor de software (taxa de 65) e ortodontista (taxa de 67).

